Uma pesquisa realizada pela Associação Internacional de Jovens Advogados (AIJA) e o Conselho de Bares e Sociedades Jurídicas da Europa (CCBE) revela que os advogados reconhecem a importância da inovação, mas temem suas conseqüências em termos de mudança de mercado.

O estudo foi efetuado com advogados europeus entre 25 e 45 anos de diversos escritórios de advocacia em 48 países. Os entrevistados declararam que a inovação é algo bom e que evitar isso provavelmente seria uma ameaça existencial.

No entanto, os mesmos advogados consideram uma ameaça o aumento constante de soluções alternativas aos escritórios de advocacia, a mercantilização dos serviços jurídicos e a incorporação de profissionais que não sejam da área - a não ser que sejam integrados em um escritório tradicional.

Ainda que muitos desses profissionais tenham uma visão mais conservadora em relação à adoção de tecnologias terceirizadas ou contratação de empresas que prestam serviço para o ramo, 40% dizem que estão usando-as para auxiliar em suas atividades. Além disso, 9 em cada 10 entrevistados dizem que os seus escritórios tendem a empregar profissionais de outras áreas a fim de tornar a equipe multidisciplinar, como do ramo de TI.

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Realidade brasileira

No Brasil, a realidade é semelhante. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro de Ensino e Pesquisa e Inovação (CEPI) da escola de Direito da FGV-SP, 60% dos advogados considera muito importante o uso de softwares na área jurídica. Em contrapartida, 51% não utilizam softwares auxiliares em suas atividades. - Confira outros resultados da pesquisa aqui.

Já existem alguns órgãos governamentais que iniciaram a adoção de tecnologia em atividades da área jurídica, como a CGU, o STF e o STJ. Saiba mais aqui.

Passos em direção ao futuro

Outro resultado da pesquisa é que 42% dos entrevistados estão confiantes de que seus escritórios estão tomando as medidas necessárias para introduzir novas ferramentas ou formas de trabalho, seja por meio do uso da inteligência artificial, da automação ou da adoção de equipes multidisciplinares.

Embora muitos advogados ainda tenham receio quando se fala em inovação, principalmente devido à concorrência, a mudança já está ocorrendo. A realidade é que o mundo está percebendo aos poucos que muitos serviços e produtos "legais  também podem ser produzidos de forma muito eficiente e correta por empresas que não estão usando o modelo tradicional de advocacia.

Portanto, os advogados devem trabalhar em colaboração com as indústrias que lideram a revolução digital para garantir que os princípios legais permaneçam adequadamente implementados em um mundo digital.

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